Alimentação Emocional: quando a comida se torna a “resolução” dos seus problemas

Mayra Jordão 0 Comentários 13 de janeiro de 2016

Foto

Por Amanda Ribeiro.

Tristeza, ansiedade, medo, angústia e até raiva são justificativas para se esbaldar na alimentação desregrada. Muitas pessoas relatam que ao se alimentar sentem um alívio imediato desses sentimentos que são desconfortáveis.

O que elas pouco pontuam é que com a mesma velocidade que o desconforto sentimental passa, ele tende a voltar, por esse motivo, o seguinte ciclo comportamental é intensificado:

Sentimento desconfortável = Comer = Alívio.

Buscar refúgio na comida é uma estratégia não adaptativa, pois, por trás deste comportamento sempre haverá um pensamento sabotador como por exemplo, “estou me sentindo mal, preciso comer” ou “hoje foi um dia estressante, estou ansiosa, posso comer um pouco mais” e antes de questionar esse pensamento ou dar a ele uma resposta adaptativa, as pessoas tendem a buscar refúgio nos alimentos.

Dar respostas adaptativas como “estou me sentindo mal, comer aliviará meus sentimentos por alguns minutos, e depois me sentirei culpada por ter passado dos limites” ou “posso buscar outras formas mais eficazes para lidar com esses sentimentos” é o primeiro passo para evitar o ganho de peso quando os sentimentos não vão bem.

Comer não resolve os problemas sentimentais, tão pouco elimina a tristeza, a angústia, a raiva ou o medo, para lidar com esses sentimentos desconfortáveis é necessário identificar quais são as emoções negativas e diferenciá-las da sensação de fome. Pense na importância de resistir aos alimentos frente às emoções negativas, ou então irá ganhar peso. Mude o foco do pensamento se distraindo e principalmente tolere sua angustia, pois nada de ruim pode acontecer se permitir sentir o desconforto sentimental.

Outras formas para lidar com essa situação também são eficazes, como psicoterapia, exercício físico que proporcione prazer, algum hobbie e até mesmo atividades artesanais, pois possuem forte efeito terapêutico.

Amanda Ribeiro é Psicóloga Clínica e Terapeuta Cognitivo-Comportamental

0 comentários

Deixe um comentário