Os benefícios da toxina botulínica na Odontologia

Mayra Jordão 0 Comentários 31 de março de 2017

LogomarcaPor Dra. Karla Mangiapelo Reis e Dr. Francisco Abreu B. Barros

toxina botulínica ou proteína botulínica é uma neurotoxina de origem bacteriana de alta especificidade, cuja administração é extremamente segura, se respeitadas as suas indicações e protocolos.

Justamente pela sua atuação na diminuição da tensão muscular, ela pode ser utilizada para diversas finalidades na odontologia, como é o caso do controle do bruxismo, uma situação que se caracteriza pelo “apertamento” ou ranger de dentes durante o sono e/ou em vigília e que, de acordo com as estatísticas, acomete cerca de 40% da população mundial.

A explicação é simples: quando injetada num dos músculos da face, a tensão diminui, de maneira que não há força o suficiente para provocar o atrito entre os dentes, causando o desgaste ou a fadiga dos músculos da mastigação, uma das situações responsáveis pelas dores orofaciais.

A excelente vantagem em relação ao tratamento tradicional é que, diferentemente das placas noturnas, que podem gerar desconforto ao descanso do paciente, a toxina não causa incômodo. Além disso, a substância também pode ser aplicada no controle das próprias dores de cabeça secundárias ao bruxismo.

Os benefícios da toxina botulínica na Odontologia se estendem, ainda, a outros tratamentos corretivos, como:

  • As assimetrias de face (ligadas à hipertrofia dos músculos da mastigação);
  • A exposição gengival acentuada (quando o indivíduo sorri, a sua gengiva é exposta excessivamente);
  • O sorriso assimétrico;
  • O controle de alguns tipos de sialorreias (salivação em excesso);
  • As dores orofaciais ligadas à disfunção da articulação temporomandibular (DTM  muscular, caracterizada pela fadiga dos músculos da mastigação).

Pode ser empregada também nos tratamentos preventivos, como em casos de implantes de carga imediata e reabilitações estéticas, entre outras possibilidades.

Na Odontologia, a toxina botulínica foi devidamente regulamentada para uso pela Resolução 112/11 do Conselho Federal de Odontologia – CFO – desde setembro de 2011.

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